SEXO e seus TABUS

Entenda os TABUS do SEXO ● 06/09/2020



Em pleno século XXI alguns assuntos ainda são tratados como tabu dentro de algumas famílias. O sexo é um deles.

Por questões culturais, sociais e religiosas, o sexo é colocado como errado, pecaminoso, sujo, imoral e até mesmo depravado.

Consequentemente, o tema deixa de ser tratado dentro de casa, o que pode resultar em consequências, algumas vezes irreversíveis.

Para a Gabriela Lopes, pós-graduanda em Sexualidade Humana, existe uma falsa ideia que falar sobre educação sexual é uma forma de incentivar a prática sexual. Ela ressalta que o diálogo sobre sexualidade em família e instituições como a escola é uma forma de construir uma sexualidade saudável.

Segundo ela primeiramente é importante entender a diferença entre sexo e sexualidade. “Sexo é geralmente entendido como relação sexual, ou seja, a relação erótica como nosso corpo e o corpo do outro. Relação sexual não é somente penetração, mas inclui o beijo, carinho, entre outras coisas”, explica.

Já sexualidade é a forma de existirmos e nos expressarmos. “Particularidades da nossa existência fazem parte da sexualidade como as relações sexuais, gênero, orientação sexual, sentimentos, amizades, etc. O tipo de roupa que você gosta por exemplo, é uma forma de expressar sua sexualidade”, esclarece.

Esse discernimento é primordial para que os pais ou educadores possam formar a educação sexual das filhos e alunos, desde a infância. Esse conhecimento básico sobre sexualidade permite que a criança entenda sobre a privacidade ao próprio corpo, por exemplo, evitando problemas como o abuso sexual infantil.

O diálogo deve se estender por todo o período de amadurecimento dos filhos. Gabriela ressalta que logo no início da puberdade o tema “relações sexuais” deve ser algo recorrente entre pais e filhos. “Desmistificar as teorias que os jovens criam, mostrar a importância do uso de preservativos, falar sobre libido. Deixar o jovem à vontade para tirar suas dúvidas dentro de casa. Isso evitará que ele busque informações equivocadas na internet ou de fontes duvidosas. Também é importante levá-los a uma consulta médica com especialista nessa fase da vida”, destacou.

Conversar sobre sexualidade em família é fundamental para que os jovens possam sentir segurança, e até intensificar os cuidados para evitar gravidez na adolescência e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), e que possam procurar ajuda médica sem medo ou culpa.

Desmistificar o sexo e a sexualidade é a forma mais saudável de tratar o assunto, que é presente e essencial na vida do indivíduo. A falta de conhecimento pode causar sérios riscos à saúde. “Se os pais se sentirem desconfortáveis em falar sobre sexo com seus filhos, uma opção é buscar ajuda de profissionais da área da saúde como ginecologista, urologista e psicólogo”, concluiu.



SEXO e seus TABUS

Entenda os TABUS do SEXO ● 06/09/2020



Em pleno século XXI alguns assuntos ainda são tratados como tabu dentro de algumas famílias. O sexo é um deles.

Por questões culturais, sociais e religiosas, o sexo é colocado como errado, pecaminoso, sujo, imoral e até mesmo depravado.

Consequentemente, o tema deixa de ser tratado dentro de casa, o que pode resultar em consequências, algumas vezes irreversíveis.

Para a Gabriela Lopes, pós-graduanda em Sexualidade Humana, existe uma falsa ideia que falar sobre educação sexual é uma forma de incentivar a prática sexual. Ela ressalta que o diálogo sobre sexualidade em família e instituições como a escola é uma forma de construir uma sexualidade saudável.

Segundo ela primeiramente é importante entender a diferença entre sexo e sexualidade. “Sexo é geralmente entendido como relação sexual, ou seja, a relação erótica como nosso corpo e o corpo do outro. Relação sexual não é somente penetração, mas inclui o beijo, carinho, entre outras coisas”, explica.

Já sexualidade é a forma de existirmos e nos expressarmos. “Particularidades da nossa existência fazem parte da sexualidade como as relações sexuais, gênero, orientação sexual, sentimentos, amizades, etc. O tipo de roupa que você gosta por exemplo, é uma forma de expressar sua sexualidade”, esclarece.

Esse discernimento é primordial para que os pais ou educadores possam formar a educação sexual das filhos e alunos, desde a infância. Esse conhecimento básico sobre sexualidade permite que a criança entenda sobre a privacidade ao próprio corpo, por exemplo, evitando problemas como o abuso sexual infantil.

O diálogo deve se estender por todo o período de amadurecimento dos filhos. Gabriela ressalta que logo no início da puberdade o tema “relações sexuais” deve ser algo recorrente entre pais e filhos. “Desmistificar as teorias que os jovens criam, mostrar a importância do uso de preservativos, falar sobre libido. Deixar o jovem à vontade para tirar suas dúvidas dentro de casa. Isso evitará que ele busque informações equivocadas na internet ou de fontes duvidosas. Também é importante levá-los a uma consulta médica com especialista nessa fase da vida”, destacou.

Conversar sobre sexualidade em família é fundamental para que os jovens possam sentir segurança, e até intensificar os cuidados para evitar gravidez na adolescência e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), e que possam procurar ajuda médica sem medo ou culpa.

Desmistificar o sexo e a sexualidade é a forma mais saudável de tratar o assunto, que é presente e essencial na vida do indivíduo. A falta de conhecimento pode causar sérios riscos à saúde. “Se os pais se sentirem desconfortáveis em falar sobre sexo com seus filhos, uma opção é buscar ajuda de profissionais da área da saúde como ginecologista, urologista e psicólogo”, concluiu.