Conheça os riscos do consumo de alimentos multiprocessados

Os alimentos multiprocessados ● 17/03/2021



Apesar de ter se tornado tema recorrente na mídia, com diversas polêmicas e modas passageiras, a alimentação saudável é algo simples e que pode ser resumida pela máxima “desembale menos e descasque (e cozinhe!) mais”.

A ideia de descascar e cozinhar mais remete ao consumo de alimentos in natura, como frutas e legumes, e minimamente processados, a exemplo de feijão e o arroz. Escolher esses itens significa ingerir de forma equilibrada nutrientes e outros compostos bioativos necessários para a manutenção de nossa saúde.

Já o ato de desembalar está, em geral, relacionado a produtos alimentícios preparados pela indústria e, infelizmente, cada vez mais ultraprocessados. Estas versões aumentam o risco da ingestão de quantidades excessivas de açúcar e gorduras não saudáveis, além de teores insuficientes de proteína, fibra, vitaminas e minerais. Implicam ainda no consumo de uma grande porção de aditivos e outras substâncias que, embora de uso legal, têm efeito incerto sobre nossa saúde – na melhor das hipóteses.

É importante lembrar, no entanto, que nem todo alimento produzido pela indústria é necessariamente ultraprocessado. Itens industrializados podem ser minimamente processados (como o arroz e o feijão), ingredientes culinários processados (óleos, azeites e a manteiga, são exemplos) e processados (como os pães e queijos).

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira - publicado pelo Ministério da Saúde -, alimentos minimamente processados junto aos alimentos in natura são a base da alimentação saudável. Já os ingredientes culinários processados, em pequenas quantidades, se fazem necessários para transformar alimentos in natura ou minimamente processados em receitas deliciosas. Os alimentos processados, também em doses comedidas, complementam e tornam ainda mais prazerosas as refeições, sem comprometer sua qualidade nutricional.

É recomendado evitar apenas os ultraprocessados. Afinal, eles não são propriamente alimentos, mas formulações de vários ingredientes, a maioria de uso exclusivamente industrial, contendo pouco ou nenhum alimento inteiro.

Há uma forma prática de reconhecer um ultraprocessado: consultando a lista de ingredientes, que, por lei, deve constar em todos os produtos embalados que possuem mais de um ingrediente. O número elevado de ingredientes (frequentemente cinco ou mais) e, sobretudo, a presença de ingredientes com nomes pouco familiares e não usados em preparações culinárias (gordura vegetal hidrogenada, óleos interesterificados, xarope de frutose, isolados proteicos, agentes de massa, espessantes, emulsificantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários outros tipos de aditivos), indicam que o produto pertence à categoria de alimentos ultraprocessados.

RISCOS À SAÚDE

O consumo de alimentos ultraprocessados aumenta substancialmente o risco de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e várias outras doenças crônicas, além de encurtar a expectativa de vida das pessoas.

Os mecanismos que explicariam por que os ultraprocessados são fonte de tantas doenças incluem o perfil nutricional desequilibrado desses produtos, características físicas e sensoriais que aumentam o número de calorias ingeridas por minuto, substâncias geradas por condições de alta temperatura e pressão ou liberadas por embalagens plásticas e a presença de emulsificantes e outros aditivos que afetam negativamente o microbioma, entre vários outros fatores.

Assim, segue incontestável a regra de ouro: prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias no lugar de alimentos ultraprocessados. Simples, como a alimentação saudável deve ser.

Fonte: https://saude.abril.com.br/



Conheça os riscos do consumo de alimentos multiprocessados

Os alimentos multiprocessados ● 17/03/2021



Apesar de ter se tornado tema recorrente na mídia, com diversas polêmicas e modas passageiras, a alimentação saudável é algo simples e que pode ser resumida pela máxima “desembale menos e descasque (e cozinhe!) mais”.

A ideia de descascar e cozinhar mais remete ao consumo de alimentos in natura, como frutas e legumes, e minimamente processados, a exemplo de feijão e o arroz. Escolher esses itens significa ingerir de forma equilibrada nutrientes e outros compostos bioativos necessários para a manutenção de nossa saúde.

Já o ato de desembalar está, em geral, relacionado a produtos alimentícios preparados pela indústria e, infelizmente, cada vez mais ultraprocessados. Estas versões aumentam o risco da ingestão de quantidades excessivas de açúcar e gorduras não saudáveis, além de teores insuficientes de proteína, fibra, vitaminas e minerais. Implicam ainda no consumo de uma grande porção de aditivos e outras substâncias que, embora de uso legal, têm efeito incerto sobre nossa saúde – na melhor das hipóteses.

É importante lembrar, no entanto, que nem todo alimento produzido pela indústria é necessariamente ultraprocessado. Itens industrializados podem ser minimamente processados (como o arroz e o feijão), ingredientes culinários processados (óleos, azeites e a manteiga, são exemplos) e processados (como os pães e queijos).

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira - publicado pelo Ministério da Saúde -, alimentos minimamente processados junto aos alimentos in natura são a base da alimentação saudável. Já os ingredientes culinários processados, em pequenas quantidades, se fazem necessários para transformar alimentos in natura ou minimamente processados em receitas deliciosas. Os alimentos processados, também em doses comedidas, complementam e tornam ainda mais prazerosas as refeições, sem comprometer sua qualidade nutricional.

É recomendado evitar apenas os ultraprocessados. Afinal, eles não são propriamente alimentos, mas formulações de vários ingredientes, a maioria de uso exclusivamente industrial, contendo pouco ou nenhum alimento inteiro.

Há uma forma prática de reconhecer um ultraprocessado: consultando a lista de ingredientes, que, por lei, deve constar em todos os produtos embalados que possuem mais de um ingrediente. O número elevado de ingredientes (frequentemente cinco ou mais) e, sobretudo, a presença de ingredientes com nomes pouco familiares e não usados em preparações culinárias (gordura vegetal hidrogenada, óleos interesterificados, xarope de frutose, isolados proteicos, agentes de massa, espessantes, emulsificantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários outros tipos de aditivos), indicam que o produto pertence à categoria de alimentos ultraprocessados.

RISCOS À SAÚDE

O consumo de alimentos ultraprocessados aumenta substancialmente o risco de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e várias outras doenças crônicas, além de encurtar a expectativa de vida das pessoas.

Os mecanismos que explicariam por que os ultraprocessados são fonte de tantas doenças incluem o perfil nutricional desequilibrado desses produtos, características físicas e sensoriais que aumentam o número de calorias ingeridas por minuto, substâncias geradas por condições de alta temperatura e pressão ou liberadas por embalagens plásticas e a presença de emulsificantes e outros aditivos que afetam negativamente o microbioma, entre vários outros fatores.

Assim, segue incontestável a regra de ouro: prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias no lugar de alimentos ultraprocessados. Simples, como a alimentação saudável deve ser.

Fonte: https://saude.abril.com.br/